23 de dezembro de 2014

para o teu 2015.

Eu não quero te dizer que tenho saudades dos nossos dias, dos nossos sorrisos quando eramos um só, muito menos das noites que dormíamos chateados um com o outro, ou das noites que dormíamos bem. Eu quero te dizer que sinceramente eu não vou te esquecer e sei que você não vai me esquecer também. Quero te dizer, do fundo do meu coração, que amor não morre como eu achava que morria, não some e nem acaba como achávamos e contávamos pra qualquer pessoa que perguntasse por nós.

Eu sei que nossa história acabou, sabe? Eu sei que a melhor coisa a ser feita foi desistir da gente, desistir de machucar, desistir de passar na cara, desistir de tentar organizar a bagunça que fizemos em nós. Eu sei que foi preciso desistir de continuar jogando porque o amor nunca foi um jogo e só aprendemos isso quando chegamos ao xeque-mate e ficamos sem razão pra continuar. Eu sei que o nosso relacionamento – que virou campo de guerra – chegou ao fim e que agora entramos em batalha com nós mesmos pra tentar esquecer o que vivemos. Mas eu quero te dizer, com toda certeza do mundo, que o amor não se acaba. O amor se eterniza. A gente tenta abstrair, mas esquecimento nenhum será suficiente pra negar nossa história. O que foi vivido continua pra ser relembrado e o amor se torna grandes lembranças.

Quero te pedir desculpas porque não voltei pros teus braços, nem me permitir entrar novamente na tua vida, mas quero te dizer que foi melhor assim, foi melhor ter tirado minhas expectativas de nós, foi melhor ter recolhido meus sonhos pra você, ter colocado nossos planos no bolso e ter partido. Foi melhor sair sem bater a porta pra você não se assustar, apesar de que viver sem você me assusta um pouco. E desculpas se a minha partida foi tão calma que te deixou na dúvida se eu voltaria.

Mas tá aqui, essa carta não é pra dizer que acabou, é pra dizer que coloquei um fim nisso porque aquele você que eu queria pra mim tinha partido em uma viagem sem volta pra Marte. Essa carta não é pra te dizer que voltarei, é pra dizer que estarei com você, só que agora sem beijos, abraços e vida. Estarei sempre com você, só que agora sem fotografias, sem compartilhar sorrisos juntos na linha do tempo do Facebook, sem te ligar a qualquer hora pra dizer que estou com saudade. Estarei com você dentro dos teus pensamentos e acompanhado de lembranças boas. Esta carta é pra te dizer que você sempre estará comigo também, e fique tranquilo, levei o suficiente de você pra me alimentar durante toda a vida e deixei o máximo de mim contigo pra você não passar fome nem mendigar sentimentos quando encontrar um novo amor.

Eu quero te dizer que não guardo ódio de ti, que deixei de escrever indiretas em meus status, que parei de dar você como exemplo de ma tragédia amorosa. Quero te pedir desculpas pelo medo que criei dos outros graças a você, quero te pedir desculpas por ter passado tanto tempo tentando te culpar só porque não consegui aceitar o nosso fim. E quero te pedir desculpas por lembrar só do que convém pra te culpar quando percebo que não mais te tenho.

Eu não quero te culpar por nenhum episódio, por nenhuma página rasurada tampouco dizer que continuo sendo o personagem ingênuo disso tudo. Eu não quero dizer que estou bem pra te fazer se sentir mal. Eu não quero falar das minhas conquistas e da minha vida depois que você saiu. Eu quero te pedir desculpas por ter desejado que você ficasse doente nos finais de semana, por ter desejado que você tivesse dor de dente, por ter desejado que o péssimo astral do teu horóscopo se realizasse, que o pneu do teu carro furasse e que você se atrasasse no primeiro encontro.

Não quero te acusar de nada, nem mandar você pro quinto dos infernos, muito menos te pedir pra voltar. Só quero saber se você está bem, o que faz nas horas em que está jogado no sofá, se ainda bebe todo dia da semana ou se ainda deixa as almofadas bagunçadas antes de ir deitar. Só quero saber se você vai bem, se fez novos amigos, se tem tido sossego no trabalho ou se falou das tuas saudades pra alguém.

Quero te dizer que eu andei mal, mas sarei. Que eu quis te ligar, mas me ajuizei. Que quis te chamar pra dormir aqui, mas abdiquei esses meus desejos bobos. Quero te dizer que pensei em voltar, mas foi melhor adiar. Não vim te atacar nem desejar mal ao seu possível novo relacionamento. Não quero fazer guerra nem dizer que você não serve pra mais ninguém. Também não quero te convidar pra sair, nem te propor uma grande amizade, muito menos tramar alguma crueldade.

Quero te dizer que não vim cobrar, fazer jogo do azar nem te assombrar. Quero te desejar boa sorte, quero te dizer que sarei e sou forte, porque sei que o que passou já se foi pro norte. Quero te deixar um beijo porque lembro do seu jeito e sei que receberá sem rancor. Quero te deixar um abraço, porque lembro do nosso bom compasso e quero te dizer também que nada foi um fracasso. Quero te perdoar e te pedir perdão, porque não quero cansaço nem confusão. Quero r ser capaz e parar de dizer que você não tem talento pra amar de novo. Quero te pedir pra deixar pra trás o que passou, te propor aperto de mãos e conciliar um acordo sobre tudo que embaçou. Quero te pedir pra pôr um fim, te dizer mais uma vez que amorte dizer que vou erguer a bandeira branca, te pedir pra ficar em paz, pra me deixa não se acaba e que, apesar da distância, somos exemplos disso.

Quero te desejar um Feliz Ano Novo.
Um 2015 cheio de boas coisas pra ti, pra mim e pra nós.

17 de dezembro de 2014

ela ou eu.

Talvez ele nunca saiba que, por mais cataclísmica que tenha sido sua passagem, ele a transformara imensamente. Ela era grata. Muito grata. Por tudo que aquela história causara.
Por toda a dor, por toda a angústia, por toda a decepção, consigo e com o outro, que a fez crescer tanto, tanto.
Não havia vítimas ou culpados, havia seres imperfeitos em perfeita construção. Errando e tentando. Seguindo e acertando. Reconsiderando. Mudando de rumo.
A vida é um milagre. Divino. Todos os dias a gente acorda e... existem todas as possibilidades pela frente... Possibilidades que podem dar certo ou errado, mas que nos preenchem com essências, ausências, imensidões.
Pode ser que hoje você vá ao supermercado e tenha a conversa mais inesperada e louca da sua vida. Com o caixa mesmo. Ou o garoto que cuida dos carros. Pode ser que ao caminhar pela sua quadra, o vento sopre mais forte e Deus lhe presenteie com uma chuva de flores... Pode ser que chova e você consiga sentir o cheirinho quente que sobe da terra... Pode ser haja estrelas... Pode ser que haja amor....
O que ela, a moça lá do início da história, ainda não sabia é o destino nunca falha. Ele coloca em seu caminho os obstáculos e as dores necessárias para que ela aprendesse e crescesse no percurso. Para que estivesse pronta... para que ela estivesse pronta.
É isso que a vida é: uma oportunidade de aprendizado... contínuo. A gente pode reclamar, se sentir solitária, injustiçada e reclamar. Ou a gente pode agradecer... a gente pode vibrar energia boa... a gente pode enxergar a beleza das coisas que existem.... em toda parte... a gente pode ter fé, sentir paz, alegria....
Por mais que o mundo pareça injusto com você, é sua responsabilidade governar a forma como você se sente. Escolha aprender. Escolha se cuidar. Escolha se amar... Escolha renascer.

21 de novembro de 2014

pós último texto.

minhas últimas linhas foram de súplica. de desespero. de um pedido imediato de salvação. minhas últimas linhas não foram ouvidas. e por terem sido ignoradas, as ignorei também. percebi que por mais infeliz que esteja, não vai ser alimentando tristezas que a luz do fim do túnel aparecerá. então, resolvi virar a mesa e sentar do lado oposto ao meu antigo lugar. a cadeira já estava ficando desconfortável e, de certa forma, sentia minhas nádegas dormentes. a verdade é que eu estive tempo demais sentada esperando a companhia que não veio. e ali, sozinha. naquela mesa da vida. onde a vela já havia derretido mais da metade em espera eu percebi. quem sou eu para uma espera sem hora marcada? dobrei o guardanapo que usei para secar minhas lágrimas de vergonha. levantei-me. dei aquela breve alisada na saia escolhida a dedo e caminhei. peguei a rua mais longa. o trajeto mais demorado. enquanto caminhava de volta a mim pensei. repensei. na verdade a cada passo que dei pra frente, voltei dois. precisava ter certeza de que aquele era meu último movimento em busca de entendimento. demorei mais que algumas horas para por a chave na porta, girar, abrir e vislumbrar que eu tinha voltado para o meu lar. aquele lugar que era demasiadamente iluminado e que, até então, me cegava por isso. eu insistia em ver escuridão. mas havia luz. muita luz. foi aí que percebi que, até ali, havia vivido em mim de olhos fechados. a verdade é que enxergava o que queria. e não queria ver nada. até agora. até entrar novamente ali. mudar minha percepção sobre o estar ali. senti uma ponta de felicidade quando vi que as coisas estavam no mesmo lugar. um pouco empoeiradas, é claro, mas estavam. tudo milimetricamente organizado da forma como sempre tive orgulho de deixar. abri a janela para ventilar. não há mal que uma brisa fresca não acalme. tratei de por um sorriso no rosto e comemorar. dei uma volta dentro de mim. foi quando te encontrei, esperança. você sentado, sorrindo, me encarando. olhando de canto. querendo me conhecer. curiosa. cheia de perguntas. queria saber onde estive. com quem andei. onde me escondi. naquela noite tu se apresentou. disse que me procuraria mais vezes. e assim o fez. hoje, sentamos no sofá de casa, assistimos nossos filmes. e eu ainda te espero com o jantar pronto. esperança, seja bem vinda. você me faz sorrir com as piadas sem graça. e me ganha com teu jeito moleque. e até das suas esquisitices eu passei a gostar. esperança, eu estava procurando por ti. continue por aqui.

20 de outubro de 2014

minha carta a ti.

me preparei para escrever essa carta. que não é uma carta de despedida. nem de até logo. é uma carta de sentimentos. meus. que guardo. que alimento. que sinto com todo meu ser.
eu sinto tua falta. meu deus como eu sinto. eu sinto teu cheiro, as vezes. eu escuto teu sorriso, por outras. parece que quando olho pra porta desse meu apartamento vazio, você vai girar a chave e entrar. você vai dizer aquele oi. reclamar um pouco do dia. e rir. teu riso. como eu sinto falta dele.

nunca escondi o que senti. o que sinto. o que provavelmente vá sentir todas as noites quando deitar na cama fria e não ter teus pés pra procurar. quando ajeitava o travesseiro para ficar perto da tua cabeça, esperando você dormir para adormecer também. meu deus como eu sinto a falta de sentir essa tranquilidade. essa proteção que tua presença sempre me deu. meu deus, eu ainda te amo e cada dia que passa isso em vez de diminuir, aumenta. aumenta a falta, a dor, as lagrimas. aumenta a distância. aumenta o medo de que me esqueça. que me deixe junto ao pó. a única coisa que diminui é o tamanho do meu coração, que se comprime em dor. que parece uma pedra em meu peito. que não bate. só pesa.

meu deus como eu queria ter sido melhor pra você. melhor com a gente. como eu queria ter dito não pro nosso fim. como eu me arrependo de não ter tentado mais um pouco. ou mais muito. de não ter sido paciente e menos egoísta. hoje entendo quando dizem que o real valor do que temos só é visto quando o perdemos. mas meus deus, como eu sinto tua falta mesmo me sentindo cheia de você. eu transbordo a tua ausência. eu me esvazio em meus medos.

eu só queria saber que quando tudo isso passar. quando o perdão vier. quando formos menos o que querem da gente e mais nós mesmos eu pudesse te olhar nos olhos de novo e dizer: você fez falta. meu deus como você fez falta. mas fique aqui. eu faço um jantar pra gente, como nunca mais fiz nem pra mim. quero poder escutar aquela musica que tocava em nosso carro, repetidamente, e canta-la errada contigo. e rir da tristeza dessa canção.

ao mesmo tempo que não quero te ver. que busco não sofrer ainda mais. queria poder te enxergar todo dia. ter a chance de reconquistá-lo. de te abraçar forte e te deixar tranquilo, de novo. como sempre foi. meu deus como eu sinto a tua falta. como eu queria poder devolver teu lado da cama, onde durmo todas as noites desde que ela ficou só pra mim. como eu queria brigar contigo. fazer as pazes. porque nossas pazes sempre foram as melhores. nossas brigas, nem tanto. como eu queria ter sido menos grosseira. mais amável. mais firme no que queria pra nós. eu queria ter tido a minha família contigo. hoje eu não quero mais nem um cachorro.

a única coisa que eu ainda quero de tudo isso é você. e sei que mesmo não sendo a melhor pessoa do mundo, eu já melhorei tanto por ti. por não te ter, principalmente. queria poder te mostrar o melhor que me tornei. te mostrar que a falta que eu senti de você por todos esses dias só me fez ter uma certeza. eu não quero mais sentir falta. meu deus do céu como eu não quero mais a tua ausência.

só que, infelizmente. essa carta é minha. esse sentimento é meu. e, como dizem por aí: o que um não quer, dois não fazem. mas meu deus do céu, como eu queria que até isso fosse diferente.

14 de junho de 2013

uma questão de respeito.

Sempre me disseram que era preciso se calar e obedecer as ordens que viessem de cima. Sempre me ensinaram que o caminho mais certo era respeitar os mais velhos e sábios. Será que é culpa dessa cultura hierárquica sermos tão passionais? Será que a culpa é dos nossos pais, que nos ensinaram que: quem pode menos obedece mais? Ou será porque sempre foi mais fácil dizer amém? Ou porque era mais simplese menos incomodo ser administrado? Defendo a ideia de que, quem nasceu para ser "mandado" jamais será um líder. Infelizmente, são poucas as exceções à essa regra. E, pior ainda, serão cada vez menos. Um país como o Brasil, que se orgulha de ser livre, sem pudor e pacífico faz questão de não formar líderes e de tentar manter a ordem através da política de assistencialismo, que nada mais é que colocar a comida na boca para ela se manter fechada. Afinal de contas, líderes atrapalham o sistema e confundem os "mandados". Esse Brasil de força ditatorial, fantasiada de política cidadã, não quer que sejamos cabeças de frente, porque se formos, eles responderão com o recurso dos ignorantes: a violência. Esse Brasil de hipocrisias e de falsa liberdade não quer crescer através de seu povo, mas em cima dele. Esse Brasil não quer que você diga o que está errado, por isso te vende: futebol, carnaval e uma imprensa que conta histórias bonitas para antes de você dormir.
Eu só espero que esses poucos líderes que ainda existem entre nós, sejam fortes o suficiente para aguentar a pressão enquanto os "comandados" decidam (ou não) de que lado querem estar: o dos iguais e com direitos (assim como prevê a constituição) ou o de seus superiores (que são superiores apenas na arrogância, na hipocrisia e na falta de humanidade). Se você for um comandado, cuidado: a tua ignorância é o principal alimento que mantém um governo corrupto, uma população mal educada e um sistema de ensino esquecido. Não, seus pais não estavam errados: Vocês devem respeito aos mais velhos e aos mais sábios, mas antes de tudo, vocês devem aprender a respeitar-se, senão, seu conceito de respeito, jamais será formado!

dia dos namorados.


- Ah, então é assim?
- Quem é essa tua "amiguinha"?
- Amor, tô gorda?
- Amor, esquenta meus pés?
- Por que não atendeu minha chamada? Tava com quem?
- Quando é que tu vai ter um tempo pra mim?
- Você prefere seu futebol ou eu?
- Tô precisando tanto de um sapato novo.
- Tu não me entende.
- Amorzinho, pega esse chocolate que eu trouxe pra curar tua TPM.
- Linda, me trás um copo d'água?!
- Tu vai sair assim?
- Hoje eu escolho o filme!
- Amor, acorda, o filme ainda não acabou.
- Eu confio em ti, só não confio nos outros.
- Se tu sair sozinho hoje eu também vou.
- Hoje é greve de sexo.
- Amoooor, me ensina a dirigir?
- Agora tu deixa eu dirigir?
- Tua mãe não gosta de mim. Tenho certeza.
- Não faz muito barulho porque alguém pode acordar.
- Você ainda não disse eu te amo hoje.
- Aaah, eu te amo.
- Não, eu que te amo.
- Ahhhhh, mas eu te amo mais.
- Não, eu que te amo mais.

Enfim, Feliz Dia dos Namorados para quem sabe a dor e prazer de ter um para dividir tantos bons e "maus" momentos.

11 de junho de 2013

o que me dá pena.

Tenho pena de você que se diz ecologicamente correto, mas que toma banho de meia hora, não separa o lixo seco do orgânico e joga lixo na rua pela janela do seu carro. Tenho pena de você que sai para almoçar em praças de alimentação e não recolhe seu lixo pra dentro da bandeja e, posteriormente, pro recipiente apropriado que está logo ali, do seu lado, esperando sua gentileza com o próximo a ocupar o lugar. Tenho pena de você que numa loja de roupas não é capaz de juntar aquela que acabou de derrubar. Tenho pena de você que usa banheiro público e não sabe dar a descarga. Tenho pena de você que escuta música sem fone de ouvido, fura fila, não paga suas contas, dá calote em amigo e não se importa com seu português errado. Mas tenho ainda mais pena de você que depois de fazer tudo isso, ainda consegue dormir com a consciência tranquila.