9 de dezembro de 2010

agora formada.

pois bem, meus dias de acadêmica ficaram para trás,
com eles as desculpas de qualquer tipo de erro ou irresponsabilidade pensada.
com eles a despreocupação em sumir por alguns dias.
meus dias de meia entrada se foram,
isso que dizer que,
ou eu volto a estudar ou começo a ganhar mais.
até sinto aquele vazio,
mas a falta daqueles dias e daquelas pessoas até me faz bem,
salvo algumas excessões.

querendo ou não tu começa a ver as coisas por outro ângulo.
e tua cabeça, com o perdão da "pieguisse", muda sim.

então, parabéns a nós, ex-futuros jornalistas!
agora, tratados como tal (espero)
tá na hora de levar alguma vantagem,
sem vantagens,
se é que me entendem.




30 de novembro de 2010

aos escritores.


"
É bom quando nossa consciência sofre grandes ferimentos, pois isso a torna mais sensível a cada estímulo. Penso que devemos ler apenas livros que nos ferem, que nos afligem. Se o livro que estamos lendo não nos desperta como um soco no crânio, por que perder tempo lendo-o? Para que ele nos torne felizes, como você diz? Oh Deus, nós seríamos felizes do mesmo modo se esses livros não existissem. Livros que nos fazem felizes poderíamos escrever nós mesmos num piscar de olhos. Precisamos de livros que nos atinjam como a mais dolorosa desventura, que nos assolem profundamente – como a morte de alguém que amávamos mais do que a nós mesmos –, que nos façam sentir que fomos banidos para o ermo, para longe de qualquer presença humana – como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar congelado que há dentro de nós.
"
Franz Kafka

26 de novembro de 2010

.

Quantas palavras são só palavras pra você?
Quantos gestos são só gestos pra você?
O que te deixa feliz em uma manha qualquer?
O que te faz ter uma boa noite de sono?
O que te faz sentir única?
O que te faz sorrir sozinha e se sentir completa, respirar fundo e ter em ti a ideia de que o mundo é você?
Como ser presente mesmo distante?
Como ser eterno mesmo mortal?
Como ser infinito?
Com ser?

SER.

21 de outubro de 2010

=)

A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delícia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você.

[ Ralph Waldo Emerson ]

20 de outubro de 2010

metade.

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso 
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

11 de outubro de 2010

(L)

Não precisei esperar o sol nascer pela manhã para levar meu pensamento até você.
Antes mesmo de ele partir, no dia anterior, meus olhos já estavam voltados para o teu corpo.
Meu pensamento já estava voltado para o teu ser, que o meu, completa.
Não fiz questão de dormir a noite,
Quis, em cada minuto mais, pensar nas coisas que vivi contigo até o momento de te dar um até logo.
Quis me lembrar de todos os sorrisos que dei antes de, em lágrimas, me despedir.
Desejei, com todas as forças, que a direção em que eu estava indo mudasse, e apontasse pro outro lado.
Senti tua falta de uma forma que jamais senti.
Tua presença, que me completava até então, me deixou vazia de novo.
Me senti tão amada e ao mesmo tempo tão vulnerável.
Queria você ali, em meus braços, pra sentir de novo teu cheiro e teus braços me envolvendo.
Senti, ali, sentada e sozinha, que te amava mais do que imaginava.
Senti, na solidão, a companhia inseparável do meu amor por você.
E foi com ele que, acompanhada, vi os quilômetros passarem.
E por vezes, ele (o meu amor) conformou meu pensamento, fechou meu olhos, e me fez mais perto de ti, em sonhos.
Mas eu não adormecia, apenas imaginava o que tanto desejava.
Você.
Nós.
Juntos.
Eternos.
Hoje, ontem, sempre. Eu sabia, sei. Quero, desejo e afirmo.
Meu futuro, só se for com você.
Não há mais nada aqui que funcione sem teu estar.
Eu te amo, Marcelo.
Muito mais que se pode.
Muito menos que se quer.

7 de outubro de 2010

as escolhas.


É preferivel nada dizer
Do que depois ter de se arrepender
Da mais coragem p'ra se viver
Quando não há mais nada a perder

Todos os dias se vê
Um motivo p'ra entristecer
Gente a quem se nega o valôr
Ou um sonho que ñ vingou

Cada história nos diz
Algo sobre quem a contou
Não há um destino a cumprir
Todo escolha diz quem eu sou.

É preferivel nada dizer
Do que depois ter de se arrepender
Dá mais coragem p'ra se viver
Quando não há mais nada a perder.