1 de julho de 2011

feliz aniversário atrasado.

"Te desejo uma fé enorme.
Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Que seja bom o que vier, pra você."

21 de junho de 2011

Quem...

Quem tem
Não ostenta
Quem faz
Não divulga
Quem ama
Não trai
Quem confia
Não julga
Quem luta
Não foge
Quem merece
Não implora
Quem quer
Não especula
Quem cuida
Não cura
Quem vive
Acredita no poder do AGORA

20 de junho de 2011

O que?

O que nos faz amar tanto uma pessoa? Não pode ser carência. Carência não é falta de amor, é falta de atenção. E atenção pode ser encontrada em qualquer posto de saúde, onde o médico te atende e pergunta o que tu tens e como te sentes.
O que nos faz amar tanto outra pessoa? Será a companhia? Não. Não é. A companhia pode ser encontrada em qualquer centro de auto-ajuda, onde se reúnem para discutir os mesmos problemas e dizem ser viciados nas mesmas coisas. Coisas de gosto mesmo.
O que nos faz amar mesmo uma pessoa não é a perfeição dela. Perfeição não gera amor. Gera ódio. Afinal, odiamos todos que podem ser, ou aparentam ser, melhores que a gente.
O que nos faz amar mesmo, do fundo do coração, uma pessoa, não são suas melhores qualidades. Mas sim seus piores defeitos. Não to falando de uma boca sem dente, nem de corpo sem banho. Falo de afinidades. Porque existem sim afinidades nos defeitos. E a maioria delas são aquelas que temos e que, inexplicavelmente, encontramos naquele ser.
Ah, tão amado ser. Que nos fazem enxergar no outro de uma forma tão linda nossos próprios defeitos. E como nossos defeitos são doces na face do outro.
Amor mesmo, amor de verdade, amor que nos faz enlouquecer sem notícias, suspirar em pensamento e acompanhar em ligações é aquele que mostra em si os piores defeitos do mundo mas, da mesma forma, os mais simples e fáceis de perdoar.
O que eu mais amo no Marcelo, e nunca terei vergonha de afirmar, é que ele possui todos os meus defeitos. É ciumento, é reclamão, é exigente. Acima de tudo, é louco por mim. Não que isso seja um defeito, claro que não, mas a partir do momento em que nos declaramos loucos por alguém ficamos vulneráveis demais a esse sentimento. O medo de perder. De ser enganado. O confiar desconfiando. Tudo que, misturado, faz parte de uma grande ância de viver tudo que se quer e achar que não há tempo suficiente para tal.
Somos tão parecidos que as vezes me vejo discutindo comigo mesma, e quando ele parece não mais conseguir ser tão parecido comigo, vem e pede desculpa. Solta as rédeas e faz com que tudo reinicie. Ele tem o dom de conseguir engolir coisas que eu ainda não aprendi. Mas há tempo. Muito tempo. Porque desejo sim estar do lado dele por diversos dias. Dias intermináveis. Que não há como contar. Não há o tal número infinito que sonhávamos chegar ao soletrar número por número quando crianças.
Desejo e amor são coisas que aprendi do lado dele. Pois às vezes só se ama. Às vezes só se deseja. Mas quando os dois vivem juntos, dividindo a mesma caminha de solteiro e o mesmo edredom pequeno, parecem se pertencer como se jamais haviam estado separados.
Amor de verdade não é perfeito. Não é companhia e nem cura carência. Amor de verdade é cheio de defeitos milimetricamente espalhados. É aquele que te faz se sentir sozinha e abandonada uma hora após ter dado aquele tchau que doeu no peito. É o ter que dormir sozinha no frio e ver que a caminha, aquela pequena, está gigante. Amor de verdade te deixa carente mesmo acompanhada. Te deixa querendo sempre mais. Ouvir um eu te amo a mais. Um eu te quero a mais. Sentir a voz no ouvido dizendo: “fica mais um pouco”, “não vai trabalhar hoje” ou “vamos matar o banho e jantar na cama”...
Um “eu te amo” vale muito mais que acordar com café da manhã na cama. Vale um banquete inteiro o dia todo. Um eu te amo não trata nada, porque jamais te deixará doente. Te deixa radiante. Te deixa completa. Faz-te feliz.
Amor, obrigada por isso tudo que me faz sentir, viver, e acima de tudo, por no papel!

31 de maio de 2011

O que eu tenho... eu não quero!

O que eu quero, não tenho!


Quantos dias de nossos dias ficamos pensando e imaginando ter coisas que não temos.
Quantos dias de nossa vidinha, muitas vezes tida como vidinha aos nossos olhos, ficamos sonhando com A SUPER VIDA PERFEITA.
Acho que todo mundo um dia já se sentiu assim, um bichinho fora do ninho.
Um ser não pertencente ao mundo em que existe. No amor, muitos reclamam gostar de quem não gosta dele, ou repudiar quem se diz apaixonado. Não sei se é assim.
Tomo como pretexto a escrever esse texto outra ocasião. A ocasião de querer estar acima do que se está. Na vida profissional, por exemplo, sempre queremos estar por cima. ganhar altos salários. Fazer o que se gosta. Como se gosta. Quando se gosta. Queremos ter o melhor emprego. O melhor chefe. As vezes querermos até ser o chefe. Não o melhor, mas o que manda.
Incrível como não nos sentimos bem em, certos ambientes, que julgamos errados. Não compatíveis com as funções que, de véras, poderiamos exercer. Cre que te julguem dispensável. Substituível. Mesmo sem no fundo ser. Somente por achar que a aquele lugar, tu não pertences. Tu não é o conforto. Somente peça de decoração. Quase inerte. É, se você não está bem onde está, se acha tudo de pior que possa existir ali. Mas mesmo assim, te deseja algo maior.
E basta passar, ali na tua frente, uma oportunidade melhor, que pronto. Se foi o foco. Mesmo sendo só oportunidade. Uma sondagem. Como uma pena que se mexe em cima de ti, te fazendo cócegas e obrigando a rir. Em momento inapropriado.
Enfim... nada pior na vida que não ter foco. Que não querer ter foco. Que estar num lugar que não combina com teu perfil, que não faz parte das tuas coisas. Que se fosse pra escolher, ficaria por último. Espero, assim, ou esperamos (enfim) que no final, tudo de certo. Que um dia achemos o cenário perfeito para despejar nossa mobília. Que não tenhamos penas das paredes e as furemos. Que a enchamos de enfeites, cores. Nossos retratos. Porque, no final, acredito sim, que todo mundo tem seu lugar por merecimento. Então, se ele existe, é só questão de sorte e momento. A sorte de estar no lugar certo, na hora certa, no momento certo. É, precisa acertar várias coisas antes que alguém vá lá e ache tua vaga num classificado e a ocupe assim como tu ocupou àquela que não combinava com nada do teu armário de bagagens.

[texto sobre uma pessoa, que se encontra num mato sem cachorro, sem árvore, sem grama e sem foco, mas que, um dia (próximo) há de se encontrar]


13 de maio de 2011

mulheres...

"Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje. Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos. As “inhas” não moram mais aqui... Foram para o espaço, sozinhas.” (Martha Medeiros)

4 de maio de 2011

é bom...

É bom saber
Que és parte de mim
Assim como és
Parte das manhãs
Melhor, melhor
É poder gozar
Da paz, da paz
Que trazes aqui

3 de maio de 2011

Se tem uma coisa...

Se tem uma coisa que eu não suporto é gente que se acha uma coisa que nem estudou pra ser.
Que é por ocasião. Por situação.
Onde vivo convivo com isso.
Gente que se acha superhipermegajornalista e que, sequer, leu um livro para aprender como se conduz uma entrevista.
Sequer sabe quando foi que o jornalismo surgiu, quem são seus grandes e que defendem emissoras sensacionalistas como exemplos de bom jornalismo.
Ignorância, só pode ser.
Se achar superior só pelo prazer de SE sentir maior.
Justificar seus erros nos erros dos outros,
como se fosse muito orgulho ser errado como a maioria.
O bom é ser certo.
Não achar que se tem razão.
Não gosto de gente medíocre. De seres sem conhecimento de causa.
Que falam por falar, sem nem ouvirem as barbáries que saem de sua boca.

Calem essas pessoas que se acham superiores com a qualidade de seus conhecimentos. Com a educação superior que os separou do joio. Sejam o trigo. Fértil. Dêem bons frutos.
Como todos os que colheram durante a faculdade.

Sejamos jornalistas por formação, vocação e por inteligência.

Para finalizar:

"O Jornalismo perdeu sua essência na grande maioria dos casos e, principalmente, na grande mídia nacional brasileira. Esqueceu que o "cliente" é o leitor, não o anunciante. Esqueceu que é o cão-de-guarda e o cão-guia da sociedade. Esqueceu que é o sentinela da democracia. Esqueceu que o dever do Jornalismo é educar o povo, instruir o povo, incentivar a prática da cidadania, contribuindo assim com o fortalecimento da democracia. Eu não acredito no Jornalismo. Acredito em alguns Jornalistas, de fato e de direito, que lutam diariamente por uma sociedade mais igualitária, mais justa. Que ganham miseravelmente pouco por 24 horas diárias e mal têm tempo para a família, os amigos, para si próprio e ainda são são apaixonados pelo que fazem e têm orgulho de dizer "Sou Jornalista", DIPLOMADO, CLARO!!!"
Por: Tatiana Vasco.