31 de maio de 2011

O que eu tenho... eu não quero!

O que eu quero, não tenho!


Quantos dias de nossos dias ficamos pensando e imaginando ter coisas que não temos.
Quantos dias de nossa vidinha, muitas vezes tida como vidinha aos nossos olhos, ficamos sonhando com A SUPER VIDA PERFEITA.
Acho que todo mundo um dia já se sentiu assim, um bichinho fora do ninho.
Um ser não pertencente ao mundo em que existe. No amor, muitos reclamam gostar de quem não gosta dele, ou repudiar quem se diz apaixonado. Não sei se é assim.
Tomo como pretexto a escrever esse texto outra ocasião. A ocasião de querer estar acima do que se está. Na vida profissional, por exemplo, sempre queremos estar por cima. ganhar altos salários. Fazer o que se gosta. Como se gosta. Quando se gosta. Queremos ter o melhor emprego. O melhor chefe. As vezes querermos até ser o chefe. Não o melhor, mas o que manda.
Incrível como não nos sentimos bem em, certos ambientes, que julgamos errados. Não compatíveis com as funções que, de véras, poderiamos exercer. Cre que te julguem dispensável. Substituível. Mesmo sem no fundo ser. Somente por achar que a aquele lugar, tu não pertences. Tu não é o conforto. Somente peça de decoração. Quase inerte. É, se você não está bem onde está, se acha tudo de pior que possa existir ali. Mas mesmo assim, te deseja algo maior.
E basta passar, ali na tua frente, uma oportunidade melhor, que pronto. Se foi o foco. Mesmo sendo só oportunidade. Uma sondagem. Como uma pena que se mexe em cima de ti, te fazendo cócegas e obrigando a rir. Em momento inapropriado.
Enfim... nada pior na vida que não ter foco. Que não querer ter foco. Que estar num lugar que não combina com teu perfil, que não faz parte das tuas coisas. Que se fosse pra escolher, ficaria por último. Espero, assim, ou esperamos (enfim) que no final, tudo de certo. Que um dia achemos o cenário perfeito para despejar nossa mobília. Que não tenhamos penas das paredes e as furemos. Que a enchamos de enfeites, cores. Nossos retratos. Porque, no final, acredito sim, que todo mundo tem seu lugar por merecimento. Então, se ele existe, é só questão de sorte e momento. A sorte de estar no lugar certo, na hora certa, no momento certo. É, precisa acertar várias coisas antes que alguém vá lá e ache tua vaga num classificado e a ocupe assim como tu ocupou àquela que não combinava com nada do teu armário de bagagens.

[texto sobre uma pessoa, que se encontra num mato sem cachorro, sem árvore, sem grama e sem foco, mas que, um dia (próximo) há de se encontrar]


13 de maio de 2011

mulheres...

"Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje. Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos. As “inhas” não moram mais aqui... Foram para o espaço, sozinhas.” (Martha Medeiros)

4 de maio de 2011

é bom...

É bom saber
Que és parte de mim
Assim como és
Parte das manhãs
Melhor, melhor
É poder gozar
Da paz, da paz
Que trazes aqui

3 de maio de 2011

Se tem uma coisa...

Se tem uma coisa que eu não suporto é gente que se acha uma coisa que nem estudou pra ser.
Que é por ocasião. Por situação.
Onde vivo convivo com isso.
Gente que se acha superhipermegajornalista e que, sequer, leu um livro para aprender como se conduz uma entrevista.
Sequer sabe quando foi que o jornalismo surgiu, quem são seus grandes e que defendem emissoras sensacionalistas como exemplos de bom jornalismo.
Ignorância, só pode ser.
Se achar superior só pelo prazer de SE sentir maior.
Justificar seus erros nos erros dos outros,
como se fosse muito orgulho ser errado como a maioria.
O bom é ser certo.
Não achar que se tem razão.
Não gosto de gente medíocre. De seres sem conhecimento de causa.
Que falam por falar, sem nem ouvirem as barbáries que saem de sua boca.

Calem essas pessoas que se acham superiores com a qualidade de seus conhecimentos. Com a educação superior que os separou do joio. Sejam o trigo. Fértil. Dêem bons frutos.
Como todos os que colheram durante a faculdade.

Sejamos jornalistas por formação, vocação e por inteligência.

Para finalizar:

"O Jornalismo perdeu sua essência na grande maioria dos casos e, principalmente, na grande mídia nacional brasileira. Esqueceu que o "cliente" é o leitor, não o anunciante. Esqueceu que é o cão-de-guarda e o cão-guia da sociedade. Esqueceu que é o sentinela da democracia. Esqueceu que o dever do Jornalismo é educar o povo, instruir o povo, incentivar a prática da cidadania, contribuindo assim com o fortalecimento da democracia. Eu não acredito no Jornalismo. Acredito em alguns Jornalistas, de fato e de direito, que lutam diariamente por uma sociedade mais igualitária, mais justa. Que ganham miseravelmente pouco por 24 horas diárias e mal têm tempo para a família, os amigos, para si próprio e ainda são são apaixonados pelo que fazem e têm orgulho de dizer "Sou Jornalista", DIPLOMADO, CLARO!!!"
Por: Tatiana Vasco.

29 de abril de 2011

Bem mais que real.

O casamento dos mais novos queridinhos da realeza britânica mostrou, que, contos de fadas existem sim.
E que, por mais que se quisesse ficar alheio a esse acontecimento histórico, cada um de nós sabe, pelo menos um detalhe, do que aconteceu hoje na Inglaterra.
Meninas, continuem a sonhar. Os príncipes existem.
Talvez não te ofereçam o título de princesa, não te levem para morar num castelo.
Não te darão uma sogra rainha.
Mas te darão alegria. Risos. Companheirismo.
É por isso que acredito que o tal "Casamento Real" está muito mais na REALidade do que no conto de Fadas que, um dia, uma simples plebeia ousou sonhar.
Kate e Willian demonstram, para mim, a mais sincera compreensão e companheirismo que um casal possa, em suas imagens, passar.
Eles tem olhares sinceros. Cheios de amor.
Por se conhecerem bem, talvez, tenham feito do dia de seu casamento, a escolha perfeita para alimentarem a esperança que cada um de nós tenhamos no amor.
Eles são o mais novo retrato da felicidade REAL!

26 de abril de 2011

Uma verdade bem verdadeira.

acho que toda mulher se sente assim um dia.
enjoada de si.
enjoada da mesma cara lavada.
enjoada da maquilagem que aprendeu a fazer com a amiga.
enjoada do corpo.
enjoada de dieta.
enjoada do guarda-roupas.
enjoada do casaco de 5 invernos.
dai corta o cabelo, recebe uns elogios,
se acha poderosa, mesmo com tudo que lhe fazia enjoar-se
e o ciclo recomeça.
e a tesoura, muda tudo, mais uma vez.

13 de abril de 2011

o branco.

O jornalista olha para a tela em branco. A tela em branco parece rir do jornalista.
E nada.
A mente busca idéias novas, as palavras certas.
Os dedos dançam sobre as teclas, mas não as tocam. A respiração acelera. Os lábios se contorcem.
E nada.
Dizem que o branco é a cor da clareza de pensamentos. Balela. A tela em branco dá ainda mais branco. Luz que não traz nenhuma luz.
Dizem que o branco é a cor da paz, da liberdade. Bobagem. A tela em branco oprime, intimida, provoca: “E aí, mané, vai ficar parado com essa cara de cu?”.
Dizem que o branco é a cor da pureza. Tolice. A tela em branco é virgem sacana. Quer um texto bem-dotado.
O jornalista rói as unhas, bufa, se remexe na cadeira.
E nada.
As palavras insistem em deixar o jornalista na mão. Devem estar em greve, reivindicando textos mais criativos.

Por Duda Rangel. um jornalista muito louco e cômico.