Primeiro o tempo em que queríamos mas não podíamos.
Depois, o tempo que não nos víamos,
O tempo que curtíamos nossa distancia, quem sabe esperando uma aproximação.
Mais tarde, o tempo em que o tempo era errado.
O tempo em que mesmo insistindo não haveria oportunidade.
E o tempo passou.
E o nosso tempo chegou.
O tempo de um pensamento que veio a mim
Uma fração de tempo suficiente para lembrar-se de tudo que havia acontecido, tempos atrás.
Foi o tempo de um segundo para lhe enviar o convite.
Tempo de nem pensá-lo e aceitar.
Então o tempo, que parecia nunca chegar,
Foi pequeno demais para nossas grandes intenções disfarçadas.
E nem foi preciso muito dele, o tempo, para mais uma vez sentirmos que fosse como se ele jamais tivesse existido.
Que o tempo que se chamava distancia era agora transformado em espera.
E foi ai que o tempo não passou.
E foi então, que o tempo parou.
Foi ali que eu te vi novamente, com os olhos que nunca olhei. Praquele rosto que eu sabia, já conhecia muito bem.
O rosto que nem o tempo foi capaz de mudar.
E houve nesse momento, o tempo da insegurança.
Não por querer pouco, ao contrário, por querer demais.
E foram três tempos, contados em dias, o suficiente para defini-lo como um dos melhores do lado de alguém.
E foi o tempo de provar teu sexo e sentir nele um gosto maluco.
Um gosto de enlouquecer com doçura.
Foi o tempo que precisei para saber que te amava.
Hoje, medimos o tempo como insuficiente para explicarmos o quanto amamo-nos.
Os segundos que passam não conseguem carregar em si toda a definição.
O tempo já é curto. Ele não detém mais em si o nosso amor.
Quem detém o tempo agora somos nós.
Quando o contamos, escolhemos, aplicamos, para nos ver, ouvir, falar.
Nosso amor, hoje entendo, como maior que qualquer tempo que já vivi.
E todo esse tempo não significou nada, se comparado às emoções que num segundo tu me faz viver.
O nosso tempo é o sempre!
E pra sempre será o tempo que teremos para nos perder cada vez mais!
Tiremos as pilhas dos relógios.
Atrasemos o nascer e o por do sol.
Desregulemos todos meridianos.
Quando? A todo tempo a teu lado!
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