11 de maio de 2012

em constantes distâncias.

não é fácil viver sob a mira da distância.
não é legal viver pensando em como seria se não fosse assim.

a distância nos tira muitas possibilidades, entre elas,
a mais importante de todas,
a de conhecer.

quando se vive distante de quem se ama,
falta a magia da convivência e, por consequência, a conquista da harmonia.

quando se mora a distância do lugar que te fazia bem,
se perde a possibilidade de encontrar novos pontos de encontro.
com a memória.
com os amigos.
com o silêncio.
[ porque o silêncio encanta, sim ]

quando se vive distante de seus sonhos,
dá-se margem para as desculpas de não realizar aquilo que se deseja.
o tempo. as horas. os dias. e, os medos.

a distância atrapalha.
não dá espaço para a conquista diária.
torna tudo sonhos longínquos.
deixa inacessível.
faz doer.

dizem que a distância é como o vento.
aquele blá blá blá todo de que aumenta as grandes chamas e apaga as pequenas.
não é bem assim.

a distância é a falta de oxigênio.
te deixa ofegante de ansiedade.
e sem oxigênio, não há fogo que viva.

a distância é um castigo.
um crime que se paga de longe.
só vendo, sem direito a toque.

a distância faz tua cabeça pirar.
teu corpo morrer aos poucos.
te deixa a merce. a deriva.
te deixa louca de vontade de viver,
com uma corda em volta do pescoço.

a distância só não mata, porque não é possível dar o tiro certeiro.
ela te deixa cego, surdo e mudo.
te faz viver no automático.
e só.

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