20 de maio de 2012

o mundo anda tão desconfiado.

que confiança é a base dos relacionamentos todos sabem.
que relacionamentos se formam todos os dias, em todas as horas, em qualquer lugar. também.
(vejamos relacionamentos aqui como: amizades, namoros, casamentos ou simples trocas de favores)

já dizia Carlos Drummond de Andrade que "A confiança é um ato de fé".
confiança é o sentimento mais lindo para expressar amor, amizade, consideração.

certa vez ouvi uma pessoa dizer que confiava em todo mundo, e que isso só mudaria ao passo em que elas fossem traindo seu sentimento de crer.
o problema é que nem todos pensam assim.
nem eu.
provavelmente nem você.

a palavra da vez é: desconfiança.
desconfia-se de que quem te ama apronte.
desconfia-se de que teu amigo fala mal de ti pelas costas.
desconfia-se que teu cliente compre na concorrência sempre que tem oportunidade.
desconfia-se que teu cachorro prefira o terreno do vizinho.

infelizmente desconfia-se, até, de que o sorriso lançado a moça do caixa do mercado seja pura ironia.

hoje não há espaço para a simpatia sem desconfianças.
não há porque pensar que alguém te ligou para saber se tu estavas bem. ela apenas precisava de um favor e foi simpática para consegui-lo.

desconfiança é triste.
vai, aos poucos, matando tudo o que se construiu.
é como uma torneira que pinga.
por vezes pode significar pouca coisa.
até perceber que o balde abaixo dela ficou cheio.

desconfiar é mais que não confiar.
é mostrar-se incapaz disso.
e mais.
é querer ser melhor pelo simples prazer de saber que,
quando se desconfia não há como ser enganado.

desconfiança é o pior dos sentimentos porque não te faz abrir mão de nada.
não te acrescenta.
não te transborda.

ele te faz sofrer.
não dormir.
ter borboletas no estômago,
e perder a confiança em si próprio.

quem aceita estar com uma pessoa em que não confia não merecia nem a oportunidade.

"A confiança que temos em nós mesmos, 
reflete-se em grande parte, 
na confiança que temos nos outros"

François La Rochefoucauld

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