A morte é um sentimento perturbador. Causa-nos medo e insegurança, nunca saberemos quando ela chegará e nem de que forma. O medo de enfrentar esse momento acompanha o ser humano desde sempre. Afinal, a única certeza da vida é o fim. Mas o fim existe? O que vem depois dele? No que devemos acreditar?
O bem-estar com relação à morte depende da força com que se acredita em seu significado. É nessas indagações que a religião surge, muitas vezes como um consolo, um credo. Mas acima de tudo como fé.
Em todas as religiões a morte não representa o fim. De maneira geral, cristãos acreditam que após a morte há a ressurreição. Os espíritas crêem na reencarnação. Evangélicos crêem no julgamento e na eternidade. O cético, apenas acredita que após a vida, nada existe.
Mas como lidar com a morte quando ela acontece com alguém que amamos? Será que a religião consegue explicar todas as duvidas que surgem aos aflitos?
Eunice Charão tem 57 anos, é evangélica da Igreja Assembléia de Deus desde seu nascimento. Seu pai, um evangelista, sentia prazer em falar em Deus e em instruir as pessoas a acreditar na Bíblia.
Há mais de um ano, Eunice perdeu sua filha Cristina, uma jovem de 34 anos, vitima de um acidente vascular cerebral. Eunice lembra: “Foi uma dor muito grande. Recebemos, com surpresa, a notícia. Tivemos contato com ela, já debilitada. Depois, entrou em coma e faleceu”.
Mesmo tendo sofrido muito com a perda, Eunice não perdeu a esperança e nem a fé. “Nessa hora de sofrimento foi o momento oportuno de colocar em prática o que eu acreditava. Pedíamos a Deus que fizesse o melhor para ela.”
Hoje Eunice sente-se consolada. Sua religião conseguiu lhe explicar o significado da morte. “Foi difícil para nós, mas recebemos um conforto sobrenatural, uma paz interior, algo que nos fez descansar na esperança de que, um dia, vamos reencontrá-la no céu.”
A Igreja Luterana segue o mesmo pensamento. Condenam toda cerimônia dirigida ao falecido, o velório é para o bem estar mental, emocional e espiritual dos familiares ou enlutados. O consolo à família é uma necessidade. Maria Inês Schneider é luterana, e explica que segundo a sua fé: “Todas as pessoas precisam buscar sua graça em vida. A salvação está em fazer as boas ações em terra para conquistar o céu”.
A igreja católica defende que a alma dos mortos são julgadas por Deus e poderão ir para o Céu, Purgatório, ou inferno. Para o Padre Leonir Fainello, o sentido da morte cristã é positivo graças a cristo. “A novidade essencial da morte cristão está no batismo, pois através dele o cristão já está sacramentalmente morto em cristo, para viver uma vida nova. E se morrermos na graça de Cristo, a morte física consuma esse morrer com cristo, completando assim a nossa incorporação”.
Perder um parente é doloroso. Perder dois de uma só vez muito mais. Quando se trata de um filho, não há palavras que consigam traduzir a dor de uma mãe. Loiva Gauer, 43 anos, se despediu de uma só vez de seu marido e seu filho, vítimas de um acidente de trânsito no ano de 2008. Ela desabafa: “Para mim foi quase o fim de tudo, foi tirado de mim parte do meu ser, foram apagados sonhos, esperanças. É saber que nunca mais aquelas vidas vão voltar. O pior é não saber o porquê, que tudo isto foi acontecer”.
Loiva sempre foi católica, mas a necessidade de entender o que aconteceu a fez procurar o espiritismo. “Depois do acidente começaram a me perguntar por que. Foi então que comecei a ler vários livros sobre a religião espírita. E comecei a ver a morte de outra forma, a ver que o espírita acredita a reencarnação, no reencontro. Eu precisava entender a morte.”
O espiritismo defende a continuação da vida após a morte num novo plano espiritual ou pela reencarnação em outro corpo. Aqueles que praticam o bem evoluem mais rapidamente, sendo que, a evolução é tingir uma qualidade perfeita ao espírito, assim como Deus. O médium, Walter Pereira da Silva, diz “acreditamos em três coisas, a destruição do corpo físico, um fenômeno comum a todos os seres biológicos. Que a morte é um instante em meio a um caminho infinito e que ela é uma transição e não um ponto final”.
As religiões têm um papel fundamental em nos fazer entender e aceitar a morte, até mesmo de consolo. Não importa qual religião você segue, nem que crenças você tem consigo, o importante é ter claro pra si mesmo o que a morte significa. Se é um começo, um fim ou apenas uma transição.
[texto- clarissa hermes
foto-leandro kempka]
10 de novembro de 2009
19 de outubro de 2009
Hola que tal!
eu estou realmente apaixonada por Montevidéu.
a cidade é linda,
o povo é educado (e lindo também)
as coisas são baratas,
e tu sai de lá com a vontade de retornar diversas vezes.
algo mágico acontece na capital uruguaya,
tudo lá parece ter magia.
desde os panchos à patricia,
das hamburguesas às pilsens.
sem contar no mar que não é mar,
mas que tem água salgada.
na humidade que não encomoda,
do barulho que não te irrita.
Montevideo é demais,
e pra chegar lá...
SIGA RETO TODA A VIDA!
a cidade é linda,
o povo é educado (e lindo também)
as coisas são baratas,
e tu sai de lá com a vontade de retornar diversas vezes.
algo mágico acontece na capital uruguaya,
tudo lá parece ter magia.
desde os panchos à patricia,
das hamburguesas às pilsens.
sem contar no mar que não é mar,
mas que tem água salgada.
na humidade que não encomoda,
do barulho que não te irrita.
Montevideo é demais,
e pra chegar lá...
SIGA RETO TODA A VIDA!
24 de setembro de 2009
----- La Vitta è Adesso -----
O que seria viver intensamente?
Será que seria provar todas as coisas do mundo?
Ou apenas aproveitar com intensidade as pequenas coisas.
As simples singelas e normais.
As que acontecem no nosso dia-a-dia, e que passam despercebidas por nossos olhos?
Saber dar valor as coisas simples da vida não é viver intensamente?
Intensamente não seria a definição para algo forte e real?
A intensidade é muito mais importante do que a quantidade de coisas que já vivemos. Não é mesmo?
Que graça há em dizer que já se provou milhares de mulheres no mundo, mas não poder dizer: mas uma eu conheci, e intensamente.
Conhecer intensamente algo é poder encher a boca pra falar daquilo, ter razão do que se fala, e não apenas elogiar ou criticar.
Quanto mais coisas se têm pra provar, fazer, acontecer,
mais superficiais ficam os conhecimentos específicos.
É muito bom saber de tudo, mas é bem melhor saber de tudo e ser um gênio em algo.
Por isso, a intensidade e a quantidade, caminham juntas às vezes.
São caminhos paralelos na verdade,
Mas se cruzam em diversas oportunidades.
Ter experiências diversas é muito bom com certeza.
E cruza-las com as que já possuímos só nós faz crescer e ver o mundo com olhos diferentes.
Os conhecimentos se moldam se acrescentam se refletem.
E é isso que torna o ser humano especial.
A capacidade que ele possui de mudar e moldar o universo em que vive.
De dividir experiências e histórias.
De acrescentar idéias e conhecimento nas pessoas com quem gosta de estar junto.
A graça da vida intensa
Está em descobrir a intensidade que se necessita para ser feliz,
E principalmente
Em repassá-la para aquelas que demoram a conhecer o verdadeiro sentido de tudo.
Enfim... A vida é agora, e não há um tempo certo para começar a viver intensamente e aproveitar as pequenas coisas e ser feliz com elas.
As pequenas coisinhas são as que marcam o caminho para se chegar as grandes.
Será que seria provar todas as coisas do mundo?
Ou apenas aproveitar com intensidade as pequenas coisas.
As simples singelas e normais.
As que acontecem no nosso dia-a-dia, e que passam despercebidas por nossos olhos?
Saber dar valor as coisas simples da vida não é viver intensamente?
Intensamente não seria a definição para algo forte e real?
A intensidade é muito mais importante do que a quantidade de coisas que já vivemos. Não é mesmo?
Que graça há em dizer que já se provou milhares de mulheres no mundo, mas não poder dizer: mas uma eu conheci, e intensamente.
Conhecer intensamente algo é poder encher a boca pra falar daquilo, ter razão do que se fala, e não apenas elogiar ou criticar.
Quanto mais coisas se têm pra provar, fazer, acontecer,
mais superficiais ficam os conhecimentos específicos.
É muito bom saber de tudo, mas é bem melhor saber de tudo e ser um gênio em algo.
Por isso, a intensidade e a quantidade, caminham juntas às vezes.
São caminhos paralelos na verdade,
Mas se cruzam em diversas oportunidades.
Ter experiências diversas é muito bom com certeza.
E cruza-las com as que já possuímos só nós faz crescer e ver o mundo com olhos diferentes.
Os conhecimentos se moldam se acrescentam se refletem.
E é isso que torna o ser humano especial.
A capacidade que ele possui de mudar e moldar o universo em que vive.
De dividir experiências e histórias.
De acrescentar idéias e conhecimento nas pessoas com quem gosta de estar junto.
A graça da vida intensa
Está em descobrir a intensidade que se necessita para ser feliz,
E principalmente
Em repassá-la para aquelas que demoram a conhecer o verdadeiro sentido de tudo.
Enfim... A vida é agora, e não há um tempo certo para começar a viver intensamente e aproveitar as pequenas coisas e ser feliz com elas.
As pequenas coisinhas são as que marcam o caminho para se chegar as grandes.
13 de setembro de 2009
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"São as dúvidas que nos fazem crescer, porque nos obrigam a olhar sem medo para as muitas respostas de uma mesma pergunta."
9 de setembro de 2009
É incrível como a gente viaja nas aulas.
Entre teorias e métodos, comunicação e mídia,
a gente sempre acaba pensando em coisas que não estão na pauta.
Como numa briga, num dia ruim,
no que falta acontecer. Na chuva que não para de cair.
No barro do Cesnors, no transporte do Balbi.
Até no chimarrão. Nos contatos. Na entrevista que falta fazer.
Dai a gente chega em casa, senta em frente ao computador e
esquece de pensar.
Começa a revirar a internet pra achar coisas que na verdade nem te interessam.
Vídeos bestas. Fotos bizarras.
Acabamos rindo, no final de tudo!
E esse será mais um daqueles semestres que se,
você consegue passar em tudo, já ta praticamente formado.
Artigos, Projetos de Pesquisa, TCC, Vídeo Documentário, e blá blá blá.
Concurso disso, congresso daquilo.
Programa de rádio, de TV.
Matéria pra internet, revista e jornal!
Créééédo.
Agora parando pra pensar é taaaaaaaaanta coisa.
Que quando a gente termina e entrega, nem acredita como conseguiu.
Enfim... isso tudo demonstra que temos muito mais preocupações,
responsabilidades e afazeres do que imaginamos.
Se enumerarmos tudo, vamos ver que nem sobra tempo pra bater um papo no msn!
E perdemos tanto tempo sem nos valorizar.
Sem pensar primeiramente na gente.
Eu to decepcionada, e ao mesmo tempo ocupadíssima para estar assim.
Preciso de prioridades.
E preciso ser prioridade também!
Entre teorias e métodos, comunicação e mídia,
a gente sempre acaba pensando em coisas que não estão na pauta.
Como numa briga, num dia ruim,
no que falta acontecer. Na chuva que não para de cair.
No barro do Cesnors, no transporte do Balbi.
Até no chimarrão. Nos contatos. Na entrevista que falta fazer.
Dai a gente chega em casa, senta em frente ao computador e
esquece de pensar.
Começa a revirar a internet pra achar coisas que na verdade nem te interessam.
Vídeos bestas. Fotos bizarras.
Acabamos rindo, no final de tudo!
E esse será mais um daqueles semestres que se,
você consegue passar em tudo, já ta praticamente formado.
Artigos, Projetos de Pesquisa, TCC, Vídeo Documentário, e blá blá blá.
Concurso disso, congresso daquilo.
Programa de rádio, de TV.
Matéria pra internet, revista e jornal!
Créééédo.
Agora parando pra pensar é taaaaaaaaanta coisa.
Que quando a gente termina e entrega, nem acredita como conseguiu.
Enfim... isso tudo demonstra que temos muito mais preocupações,
responsabilidades e afazeres do que imaginamos.
Se enumerarmos tudo, vamos ver que nem sobra tempo pra bater um papo no msn!
E perdemos tanto tempo sem nos valorizar.
Sem pensar primeiramente na gente.
Eu to decepcionada, e ao mesmo tempo ocupadíssima para estar assim.
Preciso de prioridades.
E preciso ser prioridade também!
2 de setembro de 2009
6 de agosto de 2009
Para refletir um pouco sobre o mundo e sobre nós...
A ânsia
Tão simples seria, se tivéssemos a mesma interpretação das palavras, e não somente delas, mas também dos gestos.
Se hoje habitam, aproximadamente, sete bilhões de pessoas na Terra, quantos mais por aqui passaram e deixaram seu tempo um pouco diferente do agora!
O fato é que a complexidade, a perfeição do homem é tamanha que faz dela própria (a perfeição) sua maior imperfeição, sem que ele mesmo se dê conta disso.
Que coisa louca!
Não existe nada mais completo e possível do que a natureza humana com todas as suas riquezas possíveis e imagináveis e, é claro, o contrário dessas, as quais só o tempo haverá de mostrar o quanto ali já habitavam.
Cada comparativo que seja feito, de um para com o outro, pode mostrar inúmeras verdades que ali se estabelecem. Mas, ao mesmo tempo, faz destas mesmas verdades, uma possível mentira, criada a partir do que ele tenha somente como vontade e não por fato.
A distância que move a verdade (até que essa se torne fato) faz, através do tempo, uma possibilidade de variações na interpretação de uma mesma coisa.
Se esse tempo fosse único para todos, é bem provável que estaríamos à mercê do acaso que o próprio acaso seria capaz de fazer. Mesmo assim, poderia não ser o acaso o acaso dele mesmo, mas sim, o feito da verdade de todos.
Como existem infinitos tempos para infinitas existências pessoais, ficamos tentando determinar o momento em que faremos da “nossa verdade” o “fato” para o maior número possível de pessoas, transformando, dessa forma, o tempo de cada uma num único que cubra nosso pensamento e existência, com a mesma interpretação desejada no sim da verdade.
Enquanto nada disso acontece, ou, pelo menos, boa parte não aparece, vamos somando instantes, momentos, tempos em tempos de ânsias, supostamente chamados de “felicidade”. Cada vez que a ânsia aparece, parece que o tempo acelera e passa lento tal qual a felicidade que nunca chega.
De todas as vezes que a felicidade não chega, na maior parte delas, quem fecha a porta (e nem sequer uma fresta deixa) é ela que ali está, a ânsia, com seu tempo (que se diz ser infinito, mas finito é) e seu jeito egoisticamente pretensiosa de mostrar ao mundo o que não deveria, mas que o faz sem saber.
No tempo da ânsia, não existe felicidade. Quando existe felicidade, a ânsia simplesmente dá lugar à vida. Isso, se todos tivéssemos a mesma interpretação das palavras, bem como dos gestos.
Tão simples seria, se tivéssemos a mesma interpretação das palavras, e não somente delas, mas também dos gestos.
Se hoje habitam, aproximadamente, sete bilhões de pessoas na Terra, quantos mais por aqui passaram e deixaram seu tempo um pouco diferente do agora!
O fato é que a complexidade, a perfeição do homem é tamanha que faz dela própria (a perfeição) sua maior imperfeição, sem que ele mesmo se dê conta disso.
Que coisa louca!
Não existe nada mais completo e possível do que a natureza humana com todas as suas riquezas possíveis e imagináveis e, é claro, o contrário dessas, as quais só o tempo haverá de mostrar o quanto ali já habitavam.
Cada comparativo que seja feito, de um para com o outro, pode mostrar inúmeras verdades que ali se estabelecem. Mas, ao mesmo tempo, faz destas mesmas verdades, uma possível mentira, criada a partir do que ele tenha somente como vontade e não por fato.
A distância que move a verdade (até que essa se torne fato) faz, através do tempo, uma possibilidade de variações na interpretação de uma mesma coisa.
Se esse tempo fosse único para todos, é bem provável que estaríamos à mercê do acaso que o próprio acaso seria capaz de fazer. Mesmo assim, poderia não ser o acaso o acaso dele mesmo, mas sim, o feito da verdade de todos.
Como existem infinitos tempos para infinitas existências pessoais, ficamos tentando determinar o momento em que faremos da “nossa verdade” o “fato” para o maior número possível de pessoas, transformando, dessa forma, o tempo de cada uma num único que cubra nosso pensamento e existência, com a mesma interpretação desejada no sim da verdade.
Enquanto nada disso acontece, ou, pelo menos, boa parte não aparece, vamos somando instantes, momentos, tempos em tempos de ânsias, supostamente chamados de “felicidade”. Cada vez que a ânsia aparece, parece que o tempo acelera e passa lento tal qual a felicidade que nunca chega.
De todas as vezes que a felicidade não chega, na maior parte delas, quem fecha a porta (e nem sequer uma fresta deixa) é ela que ali está, a ânsia, com seu tempo (que se diz ser infinito, mas finito é) e seu jeito egoisticamente pretensiosa de mostrar ao mundo o que não deveria, mas que o faz sem saber.
No tempo da ânsia, não existe felicidade. Quando existe felicidade, a ânsia simplesmente dá lugar à vida. Isso, se todos tivéssemos a mesma interpretação das palavras, bem como dos gestos.
Por Éverton Cunha, o Mr. Pi
Pijama Místico – Pijama Show - 01/04/2009
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