6 de outubro de 2011
melhor frase do mês.
"Ignore todas as regras. Não tente agradar a ninguém além de si mesmo quando se trata de sua casa. Que seja uma expressão direta de você e só você. Em caso de dúvida, adicionar livros e flores."
2 de outubro de 2011
Do porque de escolher o jornalismo.
Meu nome já surgiu por inspiração poética. Érico Veríssimo foi quem deu vida a personagem com meu nome e a partir dela e de sua envolvente história minha mãe se inspirou. Inspiração sempre esteve presente em mim. Desde os primeiros anos de vida tinha em mim a certeza de que algo artístico faria parte de minha construção humana. Lembro de querer ser cantora. Talento me faltou para tanto. Não nasci com perfil de modelo, um desgosto para meus aspirantes 15 anos que sonhavam muito além. Encontrei na dança uma forma de extravasar a energia que sempre tinha a dar, vender, ou alugar, se necessário fosse. Mas a carreira não vingou.
Depois de diversas tentativas frustradas de querer ser alguém visível, que servisse de inspiração e de exemplo conheci o papel e a caneta. Foi com essas duas armas que consegui me encontrar. Afinal, a cada nova linha rabiscada me inventada e reinventada. Ali, no papel, eu podia ser quem eu queria e atingir quem quer que, pelo menos, tivesse interesse em ler profanas utopias.
Lembro de diversos momentos em que, sem saber como agir, escrevia. Não tinha medo do que fosse ser lido. Tinha medo de falar. Minha mão sempre teve menos pudor que minha boca. Foi com minhas mãos que conquistei muitas coisas na vida. Conquistei meu segundo grau, com louvor em português e literatura. Era fato, eu gostava da coisa. Foi com meus escritos que conquistei meu primeiro namorado, tenho certeza. Foi com elas, também, que passei no vestibular. Afinal, muito mais do que marcar questões, elas me ajudaram a pontuar cada pensamento.
Quando entrei para a faculdade de jornalismo aprendi que minhas mãos precisavam de aliados com credibilidade. Foi assim que me apaixonei pela leitura incessante de livros da área. Lia todos. Lia muito. Os que não lia folhava, com elas, as mãos. Sentir os livros já me fazia entender as coisas de uma maneira mais clara.
Abri minha cabeça durante esses quatro anos de estudo. Abri também meus braços e tentei trazer para mais perto de mim tudo que julgava importante. Agarrei com mãos, unhas e dentes, a maior parte dos projetos que chamei para mim. Eu amava o que fazia.
Assim como as mãos, que são duas, acho que o que sempre me chamou mais atenção no jornalismo foi a dualidade das coisas. Tudo tem sempre dois lados. Sempre tem de se ouvir as duas partes. Há sempre uma verdade, mesmo que não seja absoluta. E você pode estar do lado dela ou não. Isso sempre vai depender da tua capacidade.
A dualidade entre ter ou não rotina na profissão era o que me intrigava, de verdade. Ser jornalista é não ter horário. É não poder escolher onde e o que vai acontecer, apenas acompanhar. Acompanhar e apurar.
Outro par que me levou a escolher o jornalismo foi o de ouvidos. Ah como eu gosto de uma história. Muita paciência para ouvi-las, nenhuma para contá-las. A não ser que seja no papel, é claro. O papel não me corta no meio do raciocínio. Ali eu posso contar, tudo, na forma, na seqüência e com as palavras que gosto de usar.
Nunca quis ser jornalista para poder mudar o mundo. Também nunca fui inocente de acreditar que isso seria possível. Queria ser jornalista para mudar a mim mesma. Mudar o ritmo da vida, dos dias, das horas. Mudar os personagens do meu livro de memórias. Não mudo, apenas a realidade, porque no jornalismo aprendi que isso não é ético. Falando em ética, é por ela, também, que escolhi o jornalismo. Ser jornalista é uma das profissões que mais te cobra isso e que mais transparentemente pode-se mostrar e separar quem é de quem não é. Jornalista tem telespectador não fã.
Foi no jornalismo que aprendi a ser criativa e a não ter medo de ousar nem de desafiar o desconhecido. Foi no jornalismo que aprendi a ser curiosa e ter humildade. É durante as praticas diárias do exercício que escolhi para chamar de meu que eu vejo que, em nenhum momento, eu fiz a escolha errada.
Jornalismo não é inspiração e só. Jornalismo é liberdade de se deixar levar pela magia do momento. Inspiração dá e passa. Jornalismo fica. E só o que for de verdade permanece. Só o que é palpável nos preenche.
E apesar de ser palpável jornalismo não é algo que pode ser pego com as mãos, apesar de que é com elas, que se faz tudo o que ele te permite.
Se tiver algo de que nunca abrirei mão, ou as mãos, é do jornalismo, da verdade e da vontade de ser, dia após dia, um ser humano que cresce com o que vê, aprende com o que ouve e sente o que toca.
6 de setembro de 2011
Eu queria menos.
As vezes, mas só as vezes, eu queria sentir menos.
Sentir menos saudade. Menos medo. Menos ciúmes.
Queria sentir menos desejo, menos vontade, menos paixão.
As vezes o demais atrapalha.
As vezes eu queria sentir menos desvontades, menos desapontamento e menos desestímulo.
Sentir menos raiva de quem é ignorante, oportunista e arrogante.
Queria sentir menos enjoo ao ver uma palavra escrita errada. Ao ver uma frase sem pontuação adequada.
Queria sentir menos vontade de matar umas pessoas.
Menos desejo de ser rica, de aproveitar a vida e de sumir no mundo.
Pois ando tão mais decepcionada, saudosa e infeliz.
Tenho me sentido tão mais triste, tão mais sozinha, tão mais sem chão.
Queria ter menos tempo para esperar.
Mas me vejo tendo que me esforçar cada dia mais para lidar com ele. O tempo.
Queria somente, e apenas. Me sentir bem. Menos cabisbaixa, menos pessimista, menos óbvia.
Queria ter menos pudor nas palavras, menos receio de falar o que penso, menos medo de magoar pessoas.
Queria querer menos. Queria somente poder mais.
Poder, mais do que nunca, me sentir realizada, pessoal, profissional e sentimentalmente.
Mas há fases, e fases, como há dias e dias.
Um dia é menos frio. Outro, mais quente.
Um dia é menos ruim. Outro, mais agradável.
Nesses jogos de mais e menos perdi-me na conta. Não sei mais somar nem subtrair. Desconfio até que não sei mais nem o que fazer. Mas sei, ainda, que devo continuar para que no final, o saldo seja pelo menos positivo.
9 de agosto de 2011
Porque mudar é-o-que-há!
"As pessoas têm medo das mudanças.
Eu tenho medo que as coisas nunca mudem".
Porque eu adoro uma mudança (já disse isso aqui),
mudanças são necessárias, fazem parte da vida dos que se consideram grandes demais para lugares que se tornam pequenos, com o tempo.
Mudanças são essenciais para aqueles que buscam uma motivação na vida.
Até que não a encontre, jamais pensará em parar.
E quando parar, por motivado estar,
vai perceber um dia, que até a segurança precisa mudar as vezes.
Nada como um pouco de aventura.
Ou muito dela.
O que vale é a vontade de não viver na monotonia de dias vazios, ou sempre iguais!
[ espero que tenham gostado do meu novo cabelo,
que de novo não tem nada.
só está mais curto.
;) ]
5 de agosto de 2011
Para uma sexta, está mais que bom!
[ Tá bom, tá bom, eu já sei.
Preciso cair na real. Preciso ler mais jornal. Preciso estudar português. Preciso lembrar do inglês. Preciso ver menos TV. Preciso montar meu CV. Preciso pular já da cama. Preciso ralar por mais grana. Preciso trocar minhas pilhas. Preciso pegar alguns frilas. Preciso voltar com meu blog. Preciso manter algum hobby.
Tá bom, tá bom, eu já sei.
Preciso sair pela estrada. Preciso fazer caminhada. Preciso cortar as gorduras. Preciso comer mais verduras. Preciso baixar a glicose. Preciso tratar a lordose. Preciso ver meu analista. Preciso voltar ao dentista. Preciso vencer a fadiga. Preciso perder a barriga. Preciso hidratar o meu rim. Preciso cuidar mais de mim.
Tá bom, tá bom, eu já sei. Preciso partir para a ação. Preciso sentir mais paixão.
Mas é sexta, porra, me solta.
Segunda eu começo.
Sem falta ]
Preciso cair na real. Preciso ler mais jornal. Preciso estudar português. Preciso lembrar do inglês. Preciso ver menos TV. Preciso montar meu CV. Preciso pular já da cama. Preciso ralar por mais grana. Preciso trocar minhas pilhas. Preciso pegar alguns frilas. Preciso voltar com meu blog. Preciso manter algum hobby.
Tá bom, tá bom, eu já sei.
Preciso sair pela estrada. Preciso fazer caminhada. Preciso cortar as gorduras. Preciso comer mais verduras. Preciso baixar a glicose. Preciso tratar a lordose. Preciso ver meu analista. Preciso voltar ao dentista. Preciso vencer a fadiga. Preciso perder a barriga. Preciso hidratar o meu rim. Preciso cuidar mais de mim.
Tá bom, tá bom, eu já sei. Preciso partir para a ação. Preciso sentir mais paixão.
Mas é sexta, porra, me solta.
Segunda eu começo.
Sem falta ]
4 de julho de 2011
Mudar é preciso.
Desde que me conheço por gente (pensante), o que pode fazer muito tempo, lembro da minha necessidade por mudanças. Sempre gostei de arrumar as coisas conforme meu estado de espírito. Desde muito nova gosta mais de montar a casa da Barbie, com todos os seus cômodos, do que de fato, brincar com ela por eles depois. Sei lá, mas na hora de começar (de fato) a brincadeira, parecia, para mim, que ela já havia terminado. O bom mesmo, naquela época era a hora que eu podia inventar os móveis da pequena casa e organiza-los conforme o ambiente merecia e conforme minhas amigas, da época, não incomodassem. Não que eu fosse manipulável, mas preferia não criar caso. O que, alguns anos depois, também mudou.
Mudaram também as amigas. Que bom! Mudaram as brincadeiras. Mudou-se a idade. Mudou o ambiente em que eu crescia. Mudou a casa, a escola, o turno e até a ocupação. Mas o que de fato, não mudou, durante todas essas mudanças, era minha necessidades de mudar. Não a vida. Não as pessoas. Mas as minhas coisas. No sentido material de serem.
Trocava de roupas com as amigas. Mudava as calças jeans da Levi's que minha tia me presenteava, e que eu, teimava em corta-las e enchê-las de adereços. Mudava meu estilo. Trocava de mochila com as colegas. De estojo. De canetas.
Mas o que mais mudou na minha vida, foram meus quartos. Coitada de minha mãe, que não sabia mais como esconder os riscos do assoalho do apartamento que alugamos. Eu trocava tudo de lugar. As roupas do guarda-roupa. O guarda-roupa. A escrivaninha. A cama, principalmente. E em cada uma dessas mudanças, mudavam-se a disposição dos quadros, posteres e fotos na parede. Coisas que também mudavam com frequência.
Quando sai de casa e fui morar só, estava como o diabo gostava. Lembro que quando me mudei pro 402 mudei meu quarto umas 18 vezes. Até, mudar de quarto. Passei pro da frente. E junto, mudei a visão da janela. Coisa boa foi poder se trocar sem se preocupar com a antiga janela que não tinha cortina.
Depois mudei de AP. Fui morar sozinha. E meu quarto, naquela época, era quarto, sala, cozinha e lavanderia. Meu Deus. Quantas mudanças mais aquele 204 presenciou. Morando sozinha, sem internet, e quase abandonada, quando batia deprê, eram os móveis que sofriam. A cada nova mudança... um novo ambiente. Parecia que eu sempre morava em lugares diferentes. Na verdade, parece que já morei em bem mais lugares que na verdade morei.
Depois me mudei novamente, ainda na faculdade. Fui para uma casa. Com uma sacada enorme. Com um ambiente agradável. Lá eu não podia mudar muito as coisas. Meu computador precisava ficar sempre no mesmo lugar senão o fio da então internet, que finalmente conquistei, não alcançava. Sofri com isso. Achava que aquele canto era perfeito para a minha cama. Ainda continuo achando e me arrependendo de não ter feito uma extensão naquele fio. Mas já era...
Dai vim pra cá. Não-Me-Toque. Acho que essas deveriam ser as palavras que meus móveis desejavam me falar. Coitados. Não sei como ainda não despencaram. Claro que, de lá pra cá, algumas coisas foram substituídas. Mudanças, né? Mas eu continuo mudando tudo de lugar. E pelo pequeno tamanho de meu quarto, nem sei como eu consigo encabeçar tantas mudanças possíveis. Mas eu consigo. Criatividade, na verdade, nunca me faltou.
Minhas companheiras de casa já sabem. Se tem alguma coisa se arrastando a noite, devem ser os móveis da Cissa. Se algo na casa muda do dia pra noite, foi a Cissa. Sem dúvida. Mas que culpa eu tenho de ser tão apegada as mudanças? Quem gosta, afinal, de estar sempre no mesmo ambiente, com a mesma cara pálida que suplica por uma variação? Se você sim, parabéns! Mas não venha me ensinar. Eu ainda prefiro meus dias de radicalizar e fazer do inusitado o mais novo companheiro.
Rezo hoje, ainda, para que meu guarda-roupas não despenque, para que minha cama não quebre e para que meu colchão aguente mais uns meses de pindaíba. Porque quando der, mudo ele também!
1 de julho de 2011
feliz aniversário atrasado.
"Te desejo uma fé enorme.
Em qualquer coisa, não importa o quê.Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Que seja bom o que vier, pra você."
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