23 de setembro de 2008

Pirataria Moderna x Valorizar o Artista




Baixar músicas na internet é muito comum hoje em dia. A maioria de nós usa desse recurso para manter-se atualizado musicalmente e para acompanhar os sucessos de suas bandas preferidas. Porém, a maioria desses donwloads é feito sem que haja um pagamento por item baixado.
Por outro lado, ainda existem pessoas que prefiram comprar CDs e DVDs Originais, por prezar o trabalho dos artistas, o encarte dos produtos, as fotos, a ficha técnica. A tendência é o CD se tornar cada vez mais, um item de colecionador. O público que compra o CD, está ficando cada vez mais seleto.
No Brasil, o comércio de produtos pirateados é crime sujeito às punições legais.
Dessa forma, se busca uma solução que respeite e permita acesso ao trabalho dos artistas. Um dos meios que favorece essa disponibilidade de material hoje, é o uso de softwares, que permitem a seus usuários compartihar arquivos por meio da Internet.
Muitos esperam que os músicos abandonem a concepção de disco gravado para oferecer seu material de formas alternativas (como downloads na internet). Podendo-se fixar preços por canção ou grupo de canções, com preços mais acessiveis.
A pirataria moderna se refere à cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, de marca e ainda de propriedade intelectual e de indústria.
Se por um lado a pirataria fornece a oportunidade de qualquer cidadão, de qualquer classe social comprar um CD, DVD ou baixar músicas na internet de forma gratuita, por outro prejudica os artistas, a arrecadação de impostos e a economia formal.
Não há uma fórmula de Certo ou Errado, mas sim uma consciência das pessoas que adquirem estes produtos. A discussão procura encontrar maneiras para acabar com o comércio ilegal de musica.

Você Faz Parte!



Semanas atrás estava olhando o canal Discovery Channel e fui surpreendida com uma música fantástica que faz parte da campanha de conscientização ecológica Descubra o Verde.

Visite o Site: http://www.descubraoverde.com/
Baixe a Música: www.discoverybrasil.com/descubraoverde/goodies/musica.zip


Abaixo segue a letra da música:

Você Faz Parte
Não me dava conta que não saia o Sol.
Já era tarde, o céu sempre me avisou.
Por não abrir os olhos, se foi indo a cor
Eu fui te perdendo, me perdendo agora estou.
Já sei que te fiz mal mas...
Agora eu vou mudar!
Eu já decidi...
Eu vou descobrir...
o verde deste inverno.
Não quero mais gris!
Eu já decidi...
eu vou descobrir...
É hora de cuidar e te abraçar.
Pois você faz parte... parte de mim.
Quero dar-te tanto e tanto tenho que aprender
Ter o Sol contigo, também pode chover.
Já sei que te fiz mal mas...
Agora eu vou mudar!!
Eu já decidi...
Eu vou descobrir o verde deste inverno.
Não quero mais gris!
Eu já decidi...
eu vou descobrir...
É hora de cuidar e te abraçar
Pois você faz parte...
Eu já decidi...
Eu vou descobrir... o verde deste inverno.
Não quero mais gris!
Eu já decidi... eu vou descobrir...
É hora de cuidar e te abraçar.
Pois você faz parte...
Pois você faz parte...
Parte de mim.

21 de setembro de 2008

A formação da opinião na sociedade de massa


O conceito de opinião e o processo para a formação de opinião nos levam a uma breve discussão. Também o que será discutido é o comportamento da discordância, um procedimento no qual, duas opiniões se diferem, gerando um debate de argumentos. Quando referimos as discussões de argumentos, nos baseamos em específico, nos diferentes modos de pensar de cada pessoa.
Vimos no capitulo III, que a formação das opiniões é responsável pelo crescimento pessoal e social de um indivíduo. E essa forma de construir uma opinião acontece quando as informações são interpretadas, argumentadas e debatidas, com o intuito de mostrar as pessoas os principais pontos positivos e negativos de uma tomada de posição referente a um assunto qualquer.
Em determinados grupos sociais, é onde se formam as opiniões das massas. Pois é a concentração das opiniões de pessoas que concordam entre si sobre determinada temática. Depois de discutidas as idéias tudo pode virar um debate público, onde prós e contras, sobre determinado modo de pensar vão ser questionados. São os famosos debates.
O debate possui um papel fundamental na formação das opiniões. É através dele que a defesa da opinião é feita até a exaustão dos argumentos. No debate cada um dos debatentes defende a sua opinião sobre o assunto em questão. As opiniões sempre serão divergentes, porque dessa forma, poderá se estabelecer um confronto direto de argumentos, os quais irão despertar no ouvinte a sua posição para um dos lados.
A discussão argumentativa faz parte do debate. É através dos argumentos que os debatentes vão conseguir convencer o público e fazê-los acreditar que o que eles dizem é a essencial verdade, e o fazendo desconsiderar a opinião contrária. Quem melhor se sair nos argumentos e na disputa entre eles, sairá como vencedor de um debate.
Os argumentos são testados, quando confrontados aos contra-argumentos. Para que uma opinião obtenha uma supremacia, os argumentos precisam ser precisos e verídicos, não podendo levantar suspeitas ou dar chance para a quebra do mesmo. Isso dá credibilidade ao discurso, pois quanto mais forte for um argumento, mais difícil de derrubá-lo será. Gerando então a polêmica no debate, que é a argumentação, que visa apenas à vitória e onde conflitam diferentes tipos de opiniões.
Dascal (1999) cita que a polêmica é dividida em três partes: a Discussão – pretende determinar a verdade dos fatos e serve-se da prova para provar tal fato; a Disputa – é a busca dos oponentes pela vitória. E ocorre com a intervenção de um mediador, em alguns casos. Mas isso não modifica as opiniões deles acerca de quem está com a razão; e a Controvérsia – tem como meta o convencimento do auditório, e utilizam de argumentos para esse fim.
A formação de opinião depende muito do contexto em que estamos inseridos e das organizações sociais que fazemos parte. As informações que nos chegam não podem ser consideradas como opinião. A opinião é o lado que tomamos a partir das informações. Os conceitos que criamos em cima das mesmas, e a participação e defesa que fazemos daquilo que acreditamos. A nossa opinião é baseada na nossa visão de mundo.
A opinião é a substância da retórica, essa que por sua vez é a arte de discursar. Sendo assim, pessoas que possuem uma boa retórica e que conseguem expressar suas opiniões de forma convincente conseguem atingir e convencer com mais ênfase uma classe ou grupo de pessoas. Pois, se torna mais convincente o seu discurso. Uma boa retórica utiliza-se da pragmática, que através de suas entrelinhas, consegue expor implicitamente as idéias do discurso. O uso da persuasão está no centro da ciência do convencimento, e a retórica usa muito desse método.
Historicamente falando, o debate sempre existiu na sociedade. Ele é responsável pela grande parcela da cultura, e ocupa um papel decisivo na formação da sociedade. Mesmo sendo constituído e assistido apenas pelas elites, no inicio, o debate atual foi muito influenciado pelas formas passadas de debater.
A discussão sobre uma opinião ou um posicionamento pode ser feita de diversas formas e em diversos meios, não somente pela oralidade. Ela está presente, na linguagem escrita dos jornais, revistas, artigos, entre outros.
A habilidade de discursar é considerada por alguns estudiosos, como um pré-requisito para a sabedoria. Através do discurso é possível unir as suas idéias as idéias contrárias, e a partir de então, estudá-las. Juntando as criticas ao discurso, e construindo argumentos ainda mais fortes. Quem usa desse método, tem um aumento relevante do conhecimento, entendendo melhor assim a causa que defende e a sua própria opinião.
O fato das pessoas quase sempre discordarem sobre assuntos distintos, não faz com que elas sempre concordem que possuem opiniões diferentes e assim deixarem estar. Para resolver essa diferença de opinião, elas trabalham na construção de um acordo, o que passa a ser chamado de discussão argumentativa. Eles se utilizam de argumentos para se chegar a um entendimento razoável.
Esses acordos são acertados, para que os debates não tenham de fato um vencedor e um perdedor, mas sim uma análise de discurso. Uma negociação é um método auxiliar, que cessa as discussões conjuntas como forma de apaziguar situações. Ou seja, tomar uma decisão conjunta num leque de alternativas individuais.
Os processos de acordo são utilizados para que haja uma possibilidade de uma negociação satisfatória para ambas as partes. Com uma complementação de interesses, e uma ajuda mútua que gere ganhos para ambos os lados.

O conhecimento de narrar é narrar o conhecimento



A busca pelo conhecimento é algo muito presente em nosso dia a dia. Estamos aprendendo a todo instante, em todos os lugares, com todas as pessoas. O batalhão de informações que recebemos e a forma como organizamos elas em nosso cérebro é a forma pela qual garantimos o nosso conhecimento.
O conhecimento que obtemos durante nossa vida vem do que estudamos, do que aprendemos e do que as pessoas nos contam. E é esse ato de contar às coisas que chamamos de narrativa. Narrar é contar histórias, fatos, contos, lendas. E desde pequenos as narrativas fazem parte de nossas vidas. Quando crianças, as histórias de princesas, os contos de fadas, as lendas, tudo isso faziam parte do conjunto de narrativas.
Com o passar do tempo, fomos aprendendo com nossos pais e avós, como era o passado, como as pessoas se portavam na sociedade e como a vida era difícil sem as facilidades e o conforto do mundo de hoje. Tudo isso envolve é narrativa. Pois conhecer o passado, é aprender a projetar um futuro, e isso é conhecimento.
O conhecimento e a narrativa formam um ciclo, um depende do outro. Pois, para ficarmos informados dos fatos que acontecem do mundo precisamos ler notícias, e as notícias também são narrativas. Assistir um filme, ver a novela, um seriado, um programa de reportagens, por traz de tudo isso a narrativa está presente, e o ato de narrar é expor o que aconteceu ou acontece.
Sabemos que no mundo atual, a soma dos conhecimentos conta muito para conseguirmos um bom emprego, sermos bons alunos, termos um bom desempenho na faculdade. O conhecimento abre portas infinitas no mundo, e quanto mais o possuímos, mais o queremos adquirir. É essencial, hoje em dia, sabermos um pouco de tudo, para que possamos agir de forma correta e com aquilo que é certo. Enfim, não basta ter o conhecimento sobre o que é a narrativa, se não soubermos narrar o nosso conhecimento e passar adiante tudo aquilo que um dia recebemos das outras pessoas.

Comunicação e Violência


Para que possamos traçar um perfil de como se da à união da comunicação e da violência nos meios de informação, precisamos primeiramente, entender o que cada um desses termos significa, e assim compreenderemos o que a implicação dos dois num mesmo meio pode acarretar na sociedade em que eles são inseridos.

Segundo o dicionário Luft, “Violência é um constrangimento físico ou moral”, sendo assim, qualquer forma ou ato violento é aquele de gera algum tipo de ato violento contra o corpo ou a mente. Seguindo, entendemos por comunicação toda e qualquer forma de troca de informações. A comunicação de massa só existe quando a mesma é repassada para uma grade quantidade de pessoas, sendo assim mediada por algum veículo de informação.

Mas, como a comunicação e a violência se unem nesse contexto? Podemos dizer que o compromisso da comunicação é com a verdade dos fatos. Os meios de comunicação precisam repassar para a grande massa tudo o que de relevante acontece no mundo. Fatos importantes, acontecimentos curiosos, enfim, conteúdos que despertem o interesse e que de alguma forma atinjam o consumidor desses produtos midiáticos.

A televisão, como meio de comunicação de maior abrangência e mediação, retrata em seus jornais diários cenas das guerras particulares e de caráter social. Mediando e repassando a grande massa os acontecimentos sobre violência da real forma como eles acontecem, assim como o Código de Ética dos Jornalistas implica, dizendo: “o acesso à informação pública é um direito inerente à condição de vida em sociedade, que não pode ser impedido por nenhum tipo de interesse”. Porém essa retratação da violência muitas vezes acontece de forma exarcebada.

Devido à televisão possuir o instrumento da imagem em tempo real, ela acaba tendo condições mais propícias para retratar a violência e o que acontece na sociedade na questão da violência. Devido a isso, implica-se então o que há tempos já se sabe, a imagem se torna mais atraente que o próprio conteúdo e a palavra acaba perdendo a força frente à soberania das imagens.

Nesse contexto podemos visualizar a comunicação e a violência mediadas de forma exarcebada de algumas formas distintas. O efeito de imitação, em que a violência gera mais violência. A cultura do medo, em que a violência gera pânico social e a banalização da violência que gera apatia do público.

Mas, fugindo um pouco a linha da televisão, e seguindo com o poder que as imagens causam na sociedade e a forma com que elas conseguem retratar realidades distintas, encontramos inúmeros documentários retratando a violência em lugares como comunidades, periferias, favelas, cidades e países pertencentes ao primeiro, segundo e terceiro mundo.

Os documentários sobre violência têm a finalidade de retratar uma realidade que a televisão não mostra, ou mostra, mas de uma forma mais real. Eles, em sua maioria, retratam não somente a violência em si, mas a forma de como ela acontece, quais são os fatores que implicam o seu acontecimento, e principalmente a forma com que a mesma interfere na vida das pessoas “do bem” que vivem nesses lugares. Esses documentários possuem razões sociais muitos maiores daquelas que ficam explicitas.

O documentário Morro de Santa Marta, retrata como era a violência na década de 80. Segue a linha dos documentários que mostram não só uma face da violência, mas sim a comunidade como um todo, e demonstra de que forma o jovem entra para o crime em vez de estudar e traçar um futuro. Já o documentário “Notícias de uma guerra particular”, mostra como é a violência no Rio de Janeiro no final da década de 90, quase no novo século.

O que esses dois documentários têm em comum é a forma como a violência entra na vida das pessoas que vivem nesses lugares, a forma como ela sobrevive nessas comunidades e principalmente o poder que os criminosos possuem, não somente por serem criminosos, mas por financiar a essa comunidade o que o governo muitas vezes nega como remédios, educação, saneamento básico e segurança. Mas, o problema vai muito além disso.

O tráfico de drogas é quem financia aquilo que a comunidade tem carência. E é também a forma mais atrativa para um jovem conseguir dinheiro fácil, para conseguir ter um nível de vida melhor e assim sentir-se mais aceito na sociedade em geral. Porém, é preciso abrir os olhos, e mais uma vez à mídia tem uma enorme influência nisso tudo. Pois, é a própria mídia que impõe nessa sociedade os valores que são necessários se ter para ser aceito. Os valores que me refiro são os de consumo. O consumismo é que movimenta a sociedade, e se você não se enquadra nessa sociedade capitalista, que visa cada vez mais esse consumo, você simplesmente não pertence a ela.

É isso que esses jovens de pouca instrução psicológica e vulneráveis vêem na mídia, a forma como eles gostariam de ser e não podem, porque não conseguem se inserir num mercado de trabalho que consiga pagar pelo trabalho deles o que o tráfico paga para seus colaboradores. Mas a culpa de tudo isso é de quem? Dos governos. Que não subsidiam a essas comunidades, a esses jovens e as essas pessoas da favela o mínimo necessário para se ter uma vida mais digna.

A negligencia é tanta do poder público, que o único dos quatro poderes que sobrem ao morro ainda é a policia. A polícia que muitas vezes não respeita os cidadãos comuns, e acaba exercendo um poder excedente a aquele que lhe pertence. Os cidadãos que moram nessas comunidades, ficam a mercê do trafico, e se identifica muito mais com os traficantes do que com os policiais, a polícia é repressora demais com os mesmos. Os traficantes são os que ocupam o lugar deixado pelo poder público no morro.

Tanto a realidade que é relatada nos documentários específicos como a realidade da televisão, mostram que a violência está tão banalizada na sociedade, que isso acaba se refletindo nos meios de comunicação, os quais muitas vezes são o espelho do que acontece. O problema que essa banalização causa, é o uso excessivo e exacerbado da violência como forma de atrair a atenção e o ibope dos telespectadores.

A causa da violência no mundo é muito maior do que nossa mente imagina. A violência se tornou um circulo vicioso, e terminar com ela se tornou impossível. O que nós, futuros jornalistas podemos fazer é abolir esse espetáculo que se tornou a mediação desse problema, e além de mostrar só o que acontece, também inserir na sociedade alternativas de como interferir no percurso dessa violência que tanto cresce, tentando fazer com que sua ocorrência diminua.

Que valorização é essa?


Antes de qualquer discussão tomar um valor maior de importância nesse texto, quero fazer a seguinte indagação: Se as empresas jornalísticas não se preocupam em contratar profissionais formados para ocupar as funções, seria a culpado o curso de graduação a não formação adequada a esses profissionais?

Pois bem, sabemos que o cenário nacional de pequenas redes de jornalismo, como jornais municipais, por exemplo, não possuem a preocupação de admitirem nos cargos competentes profissionais com graduação. Isso acontece porque, como na maioria dos casos, esses veículos não possuem uma renda muito elevada, fazendo com que a mão de obra barata seja preferida. Outro fator, é que nem todas as cidades possuem jornalistas formados e a procura de emprego, a tendência é que depois de graduados os mesmo sigam para lugares maiores em busca de oportunidades.

Se por um lado, é inevitável ter de admitir profissionais sem formação superior, por outro é inadmissível. Não se pode comprometer a credibilidade de um meio de informação, seja ele do tamanho que for, e colocando nas funções principais, pessoas que não possuem um conhecimento necessário. Pois, além do conteúdo histórico, da comunicação social e da relevância que ela possui nesse ambiente, os cursos ensinam o mais importante, que é a teoria alinhada a prática.

Agora, saber se toda essa teoria e essa prática vêm saciando as necessidades das empresas jornalísticas, é outro fator que requer análise profunda. Pois, na faculdade se aprende conceitos básicos, técnicas de prática, de melhor desenvolvimento textual, melhoramento em redação e expressão oral, enfim, inúmeros conhecimentos. Tudo isso acaba sendo uma aquisição mínima de conhecimento, pois, quando os mesmo ingressarem no mercado de trabalho e entram para empresas, eles precisarão se moldar às políticas da mesma. E somente um profissional, que teve durante o seu curso, aulas dos mais diversos meios e conteúdos diferentes conseguirá alinhar tudo a prática.

Admito sim, como acadêmica, que às vezes o curso deixa a desejar. Talvez, a parte da comunicação social que é apresentada no decorrer do curso tome um tempo muito grande, não que ela não seja importante, mas alguns conteúdos que julgo necessários são abordados de formas superficiais. O curso de jornalismo, está nos formando muito mais comunicadores do que jornalistas. Sorte, é que podemos contar com atividades paralelas as obrigatórias, que dão uma dimensão mais exata do cenário que nos espera no final da graduação, um exemplo disso são as agencias de noticias, os programas radiofônicos e as colunas em jornais.

O fato é que, sem perspectivas de trabalho bem remunerado e em suas próprias cidades locais, pois não há valorização dessa profissão, a carreira de jornalista fica meio ameaçada de se cumprir. E além de tudo isso, ainda se tem a certeza de um mercado de trabalho saturado nos grandes centros.

Que tipo de jornalista seremos? Acredito que aquele que a sociedade necessitar. E não aqueles que talvez desejemos ser quando ingressamos na faculdade. Mas defendo sim a obrigatoriedade do diploma para exercer essa profissão, que como qualquer outra, precisa de profissionais com capacitação e conhecimento do funcionamento de todos os meios comunicacionais.

Assim como um médico que precisa ser formado para realizar uma operação em um paciente. Como um engenheiro civil precisa ser formado para realizar uma obra, um jornalista precisa ser formado para poder manter uma sociedade inteira a par do que acontece em sua volta. O jornalista é um formador de opinião. Ele tem voz frente à sociedade, e a sociedade precisa que esse ator social seja integro e que saiba principalmente desse papel que exerce. Valorizar a profissão de jornalista. É valorizar a sociedade que dele depende para compreender o mundo.

21 de agosto de 2008

Sabe-se que demora muito tempo
para se conquistar a confiança de alguém.
Demora-se muito tempo também
para que essa pessoa descubra que sem você
a vida dela pode não ter tanta graça.
Que sem você as coisas que antes poderiam parecer apenas representações
sempre tiveram um fundo de verdade.
Senão só um fundo, um completo complexo de verdades.
Verdades inventadas, criadas, sonhadas, fantasiadas.
Mas nem por isso, surreais.
Nem todas as verdades do mundo são verdadeiramente verdades.
As melhores são aquelas que se fundem aos desejos e ânsias,
Que não conseguem ser separadas.
E que querendo ou não, ficam melhores nesse contexto.
Confiança na verdade é a sobra de afeto e carinho
que transborda o rio e segue criando poças e novas ramificações de água,
Que abre um caminho novo e que chega a lugares inimagináveis.
Saber que se tem confiança em alguém
E que essa água que transbordou de ti
teve alguma importância em outra vida é o que nos faz crescer,
Faz-nos acreditar que a busca pela confiança
em nós é a própria cheia do nosso reservatório.
Confianças e verdades.
Misturam-se em seu curso.
Uma como a água que corre,
Outra como a terra que absorve.